Oi meninas!!!
Como nosso Café com Lulus está crescendo quase gente grande, hoje teremos uma profissional falando sobre o desfralde sobre o prisma psicológico.
A Fabiana é psicologa e mãe de um menino lindo de 2 aninhos, ou seja não é só teoria, ela sabe muito bem como é uma criança no auge dos seus 2 anos rs
Aproveitem!!!!
A pedido de
minha amiga Carina, falarei de maneira bem simples, a respeito do
desfraldamento, de um ponto de vista psicológico.
É comum a todas
as mães, principalmente as de primeira viagem, preocupar-se com o
desenvolvimento sadio de seu filho. E notadamente, é esperado que seja assim,
pois qualquer mudança na vida da criança, se ocorrer de forma indesejada por
esta, pode acarretar em traumas, que
refletirão na formação da personalidade.
E com a retirada das fraldas não é diferente.
Fisiologicamente,
a criança entre 2 e 3 anos de idade, já consegue controlar os esfíncteres, e é
nesse momento que se inicia o treinamento ao peniquinho. Associado a isso,
também lhe é explicado à noção de limpo e sujo. Dependendo de como os pais ou o
cuidador lida com essa nova etapa, a criança pode se tornar um adulto
controlador, obsessivo compulsivo, supereconômico (famoso mão de vaca),
ansioso, dentre outros sintomas.
Um exemplo
disso, poderá ocorrer nos casos dos os pais punirem as crianças quando estas
deixarem escapar xixi ou cocô na roupa, na fase de treinamento. É preciso estar
ciente de que a criança não está “neurologicamente” preparada, e é de
fundamental importância que se tenha paciência e muita afetividade. Punição não
resolve, e sim explicar o que é certo ou errado. Além da punição, muitos pais,
talvez pela correria do dia a dia, acabam apressando a criança, dando- lhe
ordens como: “vai, anda logo!”, isso só irá desesperá-la e torna-la ansiosa.
A respeito da
noção de sujo e limpo, não é adequado que se fique repetindo para a criança que
o cocô é muito nojento. Para os pequeninos, é algo que saiu de dentro deles,
por isso é muito valioso, como se fosse uma obra de arte, e algumas vezes eles
oferecem as suas fezes aos pais em forma presente, ou então, acenam para ela no
vaso sanitário.
Nesse momento, não é recomendável criticá-los e se for
possível, acene junto com eles e participe do festejo, isso irá motivá-los a
voltar a fazer cocô no vaso outras vezes, pois foi vivido de maneira divertida.
Muitos adultos, até se tornam verdadeiros escultores ou artistas, se teve uma
passagem satisfatória pela “fase anal”. Já no caso em que os pais ensinam para
o filho, que o cocô é fedido, sujo e nojento, estes podem tornar-se adultos com
manias de limpeza ou extremamente rígidos. Alguns podem até chegar à fase
adulta apresentando sintomas físicos, como por exemplo, dificuldade em evacuar.
Vale enfatizar
que o comportamento, os sintomas ou as neuroses que manifestamos hoje, podem
ser reflexos do que vivemos na infância, mesmo sendo em
um momento muito precoce de nossa vida,
pois fica registrado em nossa mente, e talvez não esteja acessível a nossa
consciência, mas está lá, no lado mais obscuro da mente, o inconsciente.
Aos pais, é importante que se pense que cada
criança tem seu próprio desenvolvimento, por isso, cuide e eduque da forma mais
natural possível, respeitando o tempo dela para cada coisa. Tente evitar
compara-los com o filho da amiga, ainda que tenham a mesma idade, pois no
momento certo, quando ele começar a dar os sinais, você conseguirá saber se seu
filho está realmente pronto para mais uma mudança em sua vida.
Cada criança tem seu tempo |
Segue os contatos do consultório da nossa psicologa querida
Fabiana Pereira Misaka
Rua Barão do Rio Branco, 1089
Tel 18-3642-5922
Cel 18-8818 6070
Olá, para as mamães em rede, um novo espaço.
ResponderExcluirVenha conhecer!
Mamães em Rede